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[AEFEUP] O encerrar de um ciclo!

Na passada sexta-feira, após a tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação de Estudantes, cessei as minhas funções como Presidente da Direcção da AEFEUP, compromisso que assumi durante os últimos três anos. Este dia devia ter um significado especial pela positiva para mim, deveria ser um dia de reflexão sobre tudo aquilo que construí durante esse período, sobre tudo o que vivi, sobre tudo o que aprendi... Assim não o foi! Revelando uma enorme imaturidade e um profundo desrespeito por mim e pelos elementos da Direcção que me acompanharam, fui impedido de me dirigir pela última vez enquanto Presidente da Direcção a todos os parceiros da AEFEUP e aos estudantes que orgulhosamente representei e em prol dos quais tive o maior orgulho de trabalhar. No entanto, não posso permitir que tal aconteça e, embora tenha sido impossibilitado de o fazer durante a cerimónia, endereço-vos algumas palavras de despedida.

Hoje dá-se o encerrar de um ciclo! Sim, um ciclo! Por mais que me esforce, não consigo encarar o dia de hoje como o final de apenas um mandato! Sendo sincero, não consigo, não posso e não quero! Na realidade, não é o término do mandato 2008/2009. É o terminar de um período da minha vida e de alguns dos que me acompanharam! É o culminar de três anos de trabalho em que os benefícios foram, sem dúvida nenhuma, muitos mais que os prejuízos!

Olhando para trás, longe ficou o início! Há cerca de três anos, no auditório da Faculdade de Engenharia, assumi o compromisso de erguer bem lá de baixo uma das maiores Associações de Estudantes do país e, em prol dos estudantes da FEUP, transportá-la para o patamar onde deverá sempre estar. O desafio era enorme mas eu e os meus nunca lhe virámos as costas. Movidos pelo espírito de sacrifício que sempre nos caracterizou, pela vontade de dar provas da nossa capacidade a todos aqueles que duvidavam de nós e pelo apoio de todos aqueles que sempre acreditaram que éramos capazes, lutámos dia após dia para atingir as metas que havíamos definido.

Sempre nos propusemos a planos ambiciosos e nunca deixámos que a terrível situação em que encontrámos a AEFEUP nos inibisse de os concretizar. No início, devo admitir que a pressão dos obstáculos difíceis que tivemos que ultrapassar me fez ter alguns comportamentos mais impulsivos e desagradáveis com aqueles que estavam ao meu lado. No entanto, a amizade que nos une falou sempre mais forte e soubemos sempre entender-nos.

Termino hoje um percurso que reconheço não ter sido fácil e muitas vezes só foi possível sacrificando a minha vida pessoal e o meu percurso académico em prol da causa maior à qual decidi dedicar-me. Por vezes, o curso teve que esperar pois a entrega daquele trabalho ou aquele teste era menos urgente que a reunião urgentíssima no IPJ, na FEUP ou até mesmo na Reitoria da Universidade do Porto. Embora vivendo na mesma casa, chegaram a passar-se várias semanas sem que os meus pais me pusessem a vista em cima, pois a AEFEUP não tem horário de saída. Perdi a conta à quantidade de vezes que os meus amigos tiveram que esperar ou simplesmente não contar com a minha companhia porque a garantia de sucesso das actividades da AEFEUP foi sempre prioritária.

Felizmente tudo isso tem um retorno! É insubstituível o sentimento de dever cumprido, a oportunidade de olhar para trás e recordar tudo o que concretizámos e o modo como o fizemos, todas as ideias e projectos cimentados, a satisfação de saber que construímos uma máquina que, em alguns momentos, até parecia que funcionava sozinha.

A todos os que fizeram parte da equipa que comigo trabalhou, fica o mais sincero agradecimento por terem confiado em mim, pelo empenho e competência com que desempenharam as suas funções enquanto dirigentes associativos, mas, mais importante que isso, pela amizade que fizemos, pelo que me ensinaram e pelo que me permitiram aprender e concretizar...

Despeço-me da Direcção da AEFEUP como Presidente, mas não como estudante da FEUP que tem o direito e dever de participar activamente na vida da Associação de Estudantes. Por isso, hoje não olho só para o passado mas também para o presente e futuro da mesma. Deste modo, permitam-me que teça algumas considerações com as quais me sinto algo incomodado e preocupado e que penso ter o dever de partilhar convosco.

Durante estes três últimos mandatos, as Direcções da AEFEUP que liderei, foram alvo de algumas críticas. Agradeço a todos aqueles que se esforçaram por efectuar análises construtivas e de me fazer chegar as suas sugestões para que a AEFEUP evoluísse ainda mais. Mesmo aquelas com que discordei, mas que revelavam intenções genuinamente positivas, auxiliaram-nos nas nossas tarefas, dando-nos pontos de vista diferentes que originaram novas ideias.

Contudo, devo expressar o meu descontentamento pelo facto de a maioria das críticas que recebi surgirem com um espírito negativo e destrutivo, servindo de pretexto para que algumas pessoas tentassem concretizar as suas ambições pessoais. Prova disso é que, ao invés de surgirem durante o desenrolar dos mandatos, quer durante as Assembleias-gerais realizadas, quer através do contacto directo com os membros da Direcção, em que sempre nos mostramos disponíveis para esclarecer todas as questões acerca das actividades e desempenho da Direcção da AEFEUP, estas opiniões discordantes e, muitas vezes, falaciosas surgiram apenas durante o período eleitoral ou muito próximo do mesmo.

Numa próxima campanha eleitoral, espero que as críticas mencionadas nos manifestos eleitorais ou proferidas por elementos das listas concorrentes sejam sempre devidamente fundamentadas e que não surjam apenas durante o mês de Maio, mas sim no momento em que as pessoas identificarem as supostas falhas.

Ficam algumas questões no ar…
Como é que se lida com tanto desrespeito?
Onde está o reconhecimento?
O que está realmente em jogo nas eleições para a AEFEUP?
Será que vamos continuar a encarar a AE como uma brincadeira de crianças, em que podemos fazer todo o tipo de acusações, com total leviandade e sem sermos responsabilizados?

Durante três anos, adoptei uma postura séria e responsável, preocupando-me apenas em dar o melhor de mim para, sendo os interesses dos estudantes da FEUP a nossa prioridade e esses mesmos estudantes os maiores beneficiários do meu trabalho. Desejo que um dia todos pensemos assim, pois é com o maior orgulho que hoje posso afirmar que foi, com esta atitude, que obtivemos resultados extraordinários. Para quem tem dúvidas, façamos uma pequena retrospectiva do que foram estes três mandatos.

Em resumo, cheguei à Direcção da AEFEUP com um plano ambicioso em relação ao que as anteriores Direcções vinham realizando e perfeitamente convencido de que nada me impediria de o tornar uma realidade. É então que me deparo com uma conjuntura financeira gravíssima causada pelas dívidas herdadas da Direcção do mandato de 2005/06 e pela complicada situação fiscal da AEFEUP. Como se não bastasse, existiam ainda alguns processos jurídicos por resolver.

Em resumo, a AEFEUP em Junho de 2006, aquando do meu assumir como Presidente da Direcção, compreendia:
- cerca de 150 mil euros em dívida;
- vários processos jurídicos em tribunal;
- 25 actividades realizadas no mandato de 2005/06.

Marcados pelo rigor orçamental, por uma gestão competente e eficaz do património da AEFEUP, captando apoios de algumas instituições e estabelecendo parcerias com várias entidades, a evolução da Direcção da AEFEUP foi extraordinária, como podem todos constatar. Em síntese:

No final do mandato do ano lectivo 2006/07:
- a AEFEUP tinha um saldo negativo de 60 mil euros
- 2 processos jurídicos a decorrer
- relançámos a Engenharia Rádio
- remodelámos o site da AEFEUP, tornando-o mais apelativo e funcional
- lançámos o conceito da Semana de Engenharia On Tour
- implementámos um modelo de gestão das Selecções da AEFEUP mais eficiente, o qual se traduziu em melhores resultados desportivos
- realizámos 30 iniciativas com sucesso e adesão significativa
- a Direcção da AEFEUP tornou-se a presença mais assídua da Academia do Porto em todos os fóruns de discussão do Ensino Superior, quer sejam eles os órgãos de gestão da FEUP ou da Universidade do Porto, quer sejam estruturas do movimento associativo regional ou nacional.

No final do mandato do ano lectivo 2007/08:
- todas as dividas saldadas
- nenhum processo jurídico por resolver
- a AEFEUP Snowtrip passou a ter duas edições
- realizou-se o I Ciclo de Conferências da AEFEUP
- a I Semana da Saúde da AEFEUP foi uma realidade;
- organizámos a I AEFEUP Surftrip;
- teve lugar o I Arraial de Engenharia;
- dinamizámos o Campeonato Universitário do Norte de Surf e Bodyboard
- elaborámos e propusemos os novos Estatutos da AEFEUP aprovados em Novembro de 2007
- elaborámos e propusemos dois documentos que, associados aos Estatutos da AEFEUP, promovem e regulamentam a relação existente entre a Direcção da AEFEUP e os Núcleos AEFEUP e entre a Direcção da AEFEUP e as Comissões de Curso
- foram realizadas 35 actividades
- a Direcção da AEFEUP, além da mais assídua, assumiu-se como uma das mais interventivas nos órgãos de gestão da FEUP e da Universidade e nas estruturas como a Federação Académica do Porto ou os Encontros Nacionais de Direcções Associativas.

Em Junho de 2008 a realidade da AEFEUP era bastante distinta e para bem melhor, a todos os níveis: a nível financeiro, a nível da sua organização interna, a nível da defesa e representação dos seus associados, a nível da promoção de eventos em todas as vertentes...

A representação da AEFEUP, em termos de Política Educativa, estava em todo o lado, no Conselho Pedagógico da FEUP, na Federação Académica do Porto, nos Encontros Nacionais de Dirigentes Associativos, na Secção Autónoma das Associações de Estudantes da U. Porto e na Secção Permanente do Senado da U. Porto. As actividades cada vez mais arrojadas levaram de boca-em-boca a mensagem de que Engenharia estava aberta à academia e, inevitavelmente, começámos a contar com participantes de toda a academia nas mais diversas iniciativas.

Mudámos de instalações para uma casa a que podemos chamar Nossa. Com esta liberdade, recebemos também mais responsabilidade. Era fundamental esta mudança que nos permitiu fazer mais e melhor para uma AEFEUP maior. Permitiu, definitivamente, fazer da AEFEUP um exemplo para todas as Associações de Estudantes do nosso país.

Atravessámos, neste último mandato, um período de mudanças profundas da Universidade do Porto e com a AEFEUP sempre atenta e responsavelmente interventiva.

Cientes de que, com a mudança de instalações, o contacto com os alunos iria ser mais complicado, uma das grandes bandeiras deste mandato era, a todo o custo impedir que tal acontecesse. Quisemos dinamizar o Edifício para trazer os estudantes até nós. Programas semanais de actividades, torneios a decorrer durante o dia, uma esplanada acolhedora e convidativa foram alguns dos ingredientes que levaram a que os estudantes se aproximassem da sua Associação e se identificassem com ela. Foi com gosto e orgulho que recebemos todos aqueles que nos procuraram para pedir apoios, representação, ajuda, para expor os seus problemas nos mais diversos campos.

É com a maturidade e seriedade pelas quais sempre me pautei que pretendo demonstrar a importância de assegurar que este processo de evolução continue e de que a AEFEUP se continue a afirmar no futuro próximo não só como uma das maiores Associações de Estudantes, mas como uma das mais importantes e dinâmicas. Importa estar atento para perceber a competência e responsabilidade que é necessário ter para desenvolver o trabalho que tem sido feito e o profissionalismo daquilo que temos vindo a fazer. É importante fazer sempre as escolhas acertadas em todos os momentos, por muito difícil que algumas tenham sido. Posso orgulhar-me de nunca ter esquecido os meus valores, a causa que me levou a assumir estas funções, em detrimento dos meus interesses pessoais.

Como disse anteriormente, este acto formal significa o culminar de um ciclo, o atingir de um conjunto de objectivos que assumi como prioridade há três anos atrás e que vi cumpridos com brilhantismo no final deste mandato, sendo os maiores beneficiários os estudantes da FEUP.

Nada disto seria possível sem o empenho e dedicação daqueles que me acompanharam durante os últimos três mandatos. A todos eles, devo agradecer por, em conjunto comigo, terem feito com que a AEFEUP esteja neste momento, em primeiro plano, em todos os campos.

Resta-me a esperança de que nenhum dos valores que defendi seja esquecido e que a AEFEUP, que hoje mais do que nunca está preparada para o futuro, use todo esse potencial e se afirme ainda mais como uma presença assídua não só nos fóruns de discussão de política educativa mas, e mais importante que isso, na vida dos Estudantes de Engenharia.

Àqueles que tomaram posse, deixo uma mensagem clara: Façam com que a evolução da AEFEUP não seja interrompida com o meu abandono e daqueles que me acompanharam! Surpreendam-nos! Eu continuarei a trabalhar para isso! A minha participação não termina hoje! Como sempre defendi, qualquer um de nós pode contribuir para o sucesso da AEFEUP e eu continuarei a fazê-lo! Eu estarei atento!

Há três anos atrás, abracei um desafio enorme e hoje posso afirmar com a maior segurança que saí vencedor. Nunca esquecerei todos os que me acompanharam e que me ajudaram a percorrer todo este caminho.

A todas as instituições que nos apoiaram, principalmente à Caixa Geral de Depósitos, à Unicer, à TMN e à FEUP. Sem eles, os nossos estudantes seriam privados de inúmeras actividades.

À minha família, pelo apoio incondicional, pela confiança que sempre depositaram em mim, por compreenderem a importância que este projecto tinha para mim e por perdoarem quando os privei da minha companhia em alguns momentos para solucionar aquele problema inesperado da AEFEUP.

A todos os que neste momento abandonam a AEFEUP, pelo empenho demonstrado, pela dedicação e vontade que demonstraram em concretizar os nossos objectivos. Juntos escrevemos algumas páginas da história da AEFEUP. Connosco, os estudantes da FEUP foram sempre a prioridade da nossa Associação de Estudantes…

PORQUE JUNTOS FOMOS E CONTINUAMOS A SER UNICOS!